quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO




A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL













ASSIS - SP
-2013-






A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso exigido como parte integrante da formação em Pedagogia pela UNESP - UNIVESP.

 


Orientando: Eder Roni da Silva Godoi

Orientador: Professor Alonso Bezerra de Carvalho






ASSIS - SP
-2013-

           






      Dedico esse trabalho a toda equipe docente do Campus da UNESP de Assis, em especial aos Professores Doutores, Juvenal e Alonso, às Orientadoras de Disciplina Stela e Rose, mas principalmente à minha esposa Marlene Aparecida Polo Godoi que me acompanhou, me ajudou, me ensinou, me motivou, está sempre ao meu lado e é a mulher da minha vida.





SUMÁRIO


- RESUMO..........................................................................................................................05
- RESUMO (LÍNGUA ESTRANGEIRA/ INGLÊS).....................................................06
- INTRODUÇÃO...............................................................................................................07
- JUSTIFICATIVA...........................................................................................................09
- BIBLIOGRAFIA............................................................................................................11
- RELATO DE EXPERIÊNCIA.....................................................................................15
- CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................17
- REFERÊNCIAS.............................................................................................................18













RESUMO

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), bem como algumas pesquisas nas áreas da Educação Musical e Infantil, apontam a importância da disciplina de Música, como auxílio no desenvolvimento da criança nos primeiros anos da vida escolar. Levando em consideração todos os benefícios que a prática musical pode proporcionar às crianças envolvidas no processo de ensino aprendizagem pode-se concluir que a volta dessa disciplina para a o currículo escolar é muito bem vinda, juntamente com outras disciplinas de diferentes formas de linguagens.
O desenvolvimento deste trabalho de conclusão do curso de Pedagogia tem como objetivo geral evidenciar a importância do ensino de música, sua aplicação e benefícios advindos da prática. Como objetivos específicos, fundamentar a importância do ensino de música (lançando mão de levantamento bibliográfico documental relacionado ao tema), apresentar a proposta de que pedagogos e educadores deste segmento podem desenvolver atividades de música mesmo não tendo conhecimento específico e por último, um relato de experiência relacionado ao sucesso escolar de um projeto de música na escola já em desenvolvimento.



PALAVRAS CHAVE: educação; diferentes formas de linguagens; musicalização infantil; música na escola.

ABSTRACT

The National Curriculum Parameters (PCN's), the National Curriculum for Early Childhood Education (RCNEI), as well as some research in the areas of Music Education and Children, point to the importance of the discipline of music as an aid in child development in the early years of school life. Taking into consideration all the benefits that musical practice can provide children involved in the learning process can be concluded that the return of this discipline to the school curriculum is very welcome, along with other subjects of different forms of languages​​.
The development of this work on the completion of pedagogy has the general objective is to highlight the importance of music education, its application and benefits from the practice. The specific objectives support the importance of music education (making use of bibliographic documentation related to the topic), presenting the proposal that teachers and educators can develop this segment music activities while not having specific knowledge and lastly, an account of experience related to the academic success of a school music project already in development.



KEYWORDS: education; different forms of language, music to children; school music.




INTRODUÇÃO

Após mobilização por parte de Educadores, Professores (de Arte e de Música), Agentes de Cultura, Pesquisadores e diversos outros profissionais, no dia 18 de agosto de 2008 o então presidente da República, Ilmo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou o decreto do Congresso Nacional que altera a LDB (Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica conforme extrato abaixo.

         Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica
           O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 Art. 1o  O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:
“Art. 26.  ..................................................................................
................................................................................................
§ 6o  A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo.” (NR)
Art. 2o  (VETADO)
Art. 3o  Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.
Art. 4o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  18  de agosto de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.8.2008
            O extrato acima com a íntegra da publicação oficial da lei deixa clara a obrigatoriedade da disciplina de música, porém não devendo ser exclusiva, mas parte integrante do conteúdo estudado na disciplina de Arte.
A lei e os documentos oficiais norteadores dos sistemas escolares não especificam a quantidade de aulas semanais, conteúdos ou objetivos, desta forma, as instituições de ensino têm liberdade para adotar a disciplina.
 Há, portanto uma clara oportunidade para que a escola, aproveitando-se dessa “aparente autonomia”, assuma o desafio de escrever e desenvolver projetos próprios, consistentes, fundamentados e concebidos, preferencialmente, após pesquisas em publicações de qualidade e ainda, considerando as características sociais e humanas de cada escola, esses sejam preparados e desenvolvidos como ferramentas importantes e integrantes do desenvolvimento dos alunos e não por obrigatoriedade em atender uma lei.
            Este trabalho de modalidade qualitativa foi elaborado a partir de compilação e análise de dados, resultantes de pesquisa bibliográfica e um relato sobre um projeto de música de resultados significativos para todos os envolvidos.

           







JUSTIFICATIVA
Mas quem é que vai ministrar essas aulas de música? A lei prevê que professores de Arte devem lecionar os conteúdos de música, mas esses profissionais possuem formação adequada? Se esses profissionais que não possuem formação específica, não sabem trabalhar com a disciplina, existem profissionais capacitados e especialistas em quantidade suficiente para atender a demanda? Como deve ser uma aula de música para as diversas faixas etárias? Quais objetivos devem ser alcançados? Estas são algumas das questões que, provocando inquietações, são agora mais especificamente trabalhadas nessa proposta.   
No volume 3, os Parâmetros Curriculares Nacionais
     (...) enfatizam o ensino e a aprendizagem de conteúdos que colaboram para a formação do cidadão, buscando igualdade de participação e compreensão sobre a produção nacional e internacional de arte. A seleção e a ordenação de conteúdos gerais de Arte têm como pressupostos a clarificação de alguns critérios, que também encaminham a elaboração dos conteúdos de Artes Visuais, Música, Teatro e Dança e, no conjunto, procuram promover a formação artística e estética do aprendiz e a sua participação na sociedade.
      Não estão definidas aqui as modalidades artísticas a serem trabalhadas a cada ciclo, mas são oferecidas condições para que as diversas equipes possam definir em suas escolas os projetos curriculares (...).
      Sabe-se que, nas escolas e nas comunidades onde elas estão inseridas, há uma diversidade de recursos humanos e materiais disponíveis; portanto, considerando a realidade concreta das escolas, ressaltam-se alguns aspectos fundamentais para os projetos a serem desenvolvidos.
     É desejável que o aluno, ao longo da escolaridade, tenha oportunidade de vivenciar o maior número de formas de arte; entretanto, isso precisa ocorrer de modo que cada modalidade artística possa ser desenvolvida e aprofundada. (BRASIL, 1997, pag. 41).

            Ainda segundo o documento,
      Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais, Arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos no processo de ensino e aprendizagem. A área de Arte está relacionada com as demais áreas e tem suas especificidades.
      A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
      Esta área também favorece ao aluno relacionar-se criadoramente com as outras disciplinas do currículo. Por exemplo, o aluno que conhece arte pode estabelecer relações mais amplas quando estuda um determinado período histórico. Um aluno que exercita continuamente
sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático.
      Conhecendo a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividade dos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, que pode criar um campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer abertura à riqueza e à diversidade
da imaginação humana. Além disso, torna-se capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar condições para uma qualidade de
vida melhor. (BRASIL, 1997, pag. 19).
            A música é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade e está presente nas mais diversas situações. Há músicas infantis, religiosas, instrumentais, vocais, eruditas, populares e cívicas. Não poderia, portanto, estar fora do ambiente escolar.









BIBLIOGRAFIA
            Os movimentos pró Música na Escola, as leis regulamentadoras, educadores musicais e pesquisadores não sugerem que músicos sejam formados a partir da Educação Musical proposta (e também não dizem que isto não possa acontecer). A intenção é lançar mão da linguagem com o intuito de otimizar a aprendizagem , visto que o ensino de música nas escolas é importante fator de contribuição, para a formação musical dos alunos e ferramenta eficiente de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar cooperação, respeito, amizade, envolvimento ativo e reflexão tão importantes e necessárias para a formação humana.
Segundo Hentschke e Del Ben (2003) as funções da música no contexto escolar são:
(...) auxiliar crianças, adolescentes e jovens no processo de apropriação, transmissão e criação de práticas músico-culturais como parte da construção de sua cidadania. O objetivo primeiro da educação musical é facilitar o acesso à multiplicidade de manifestações musicais da nossa cultura, bem como possibilitar a compreensão de manifestações musicais de culturas mais distantes. Além disso, o trabalho com música envolve a construção de identidades culturais de nossas crianças, adolescentes e jovens e o desenvolvimento de habilidades interpessoais. Nesse sentido, é importante que a educação musical escolar, seja ela ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou música, tenha como propósito expandir o universo musical do aluno, isto é, proporcionar-lhe a vivência
de manifestações musicais de diversos grupos sociais e culturais e de diferentes gêneros musicais dentro da nossa própria cultura. (p. 181).

As educadoras apresentam aqui algumas finalidades do conteúdo musical no currículo escolar sugerindo que o professor tenha como proposta colocar os alunos em contato com diversos estilos e gêneros musicais (sempre respeitando a música que o aluno já traz consigo), no sentido de explorar essa diversidade e contribuir para que os alunos tenham oportunidade, de expandir seu universo musical, fortalecer a aprendizagem em relação à cultura impregnada nos diversos tipos de música e começar a entender e respeitar os gostos e a cultura de outras pessoas.
Quando é proposto o desenvolvimento de atividades de música em grupo, pode-se trabalhar outros conceitos como, por exemplo, respeito mútuo, já que os objetivos são comuns e a conclusão da atividade só se dá com a colaboração e participação de todos. Para melhor exemplificar podemos citar as atividades onde as crianças devem cantar e dançar em roda ao mesmo tempo. Com isso, reforçamos mais uma vez a ideia de que esta disciplina deve ser contemplada na Educação Infantil com propriedade.
Hentschke (1995) destaca outros fatores que justificam a presença da educação musical nas escolas:
      Entre elas, estão proporcionar à criança: o desenvolvimento das suas habilidades estéticas e artísticas, o desenvolvimento da imaginação e do potencial criativo, um sentido histórico da nossa herança cultural, meios de transcender o universo musical de seu meio social e cultural, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor, o desenvolvimento da comunicação não-verbal.

Os conteúdos musicais devem ser desenvolvidos nas aulas de música para crianças, mas outras habilidades como a socialização, a afetividade, a criatividade, a imaginação, a comunicação entre outros, também estarão sendo trabalhadas simultaneamente. Os RCNEI nos traz que:
      A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente. (BRASIL, 1998, p. 45).

Ainda sobre as contribuições da música para o desenvolvimento da criança, vale ressaltar que a dança está diretamente ligada a ela e a presença natural dessa outra forma de linguagem permite explorar o próprio corpo durante o processo de ensino aprendizagem musical, por meio dos movimentos, para fazer ou vivenciar música.
Inserindo naturalmente a dança no aprendizado musical é possível desenvolver atividades que promovam o desenvolvimento da percepção e interiorização do ritmo, intensidade e altura, forma musical e a capacidade de se expressar. Fonterrada (2005) escreve que o educador musical Dalcroze desenvolveu uma forma de trabalhar com a escuta, a música e o movimento corporal de uma maneira que fossem ligados e interdependentes. Para a autora:
      “O sistema Dalcroze parte do ser humano e do movimento corporal estático, ou em deslocamento, para chegar à compreensão, fruição, conscientização e expressão musicais. A música não é um objeto externo, mas pertence, ao mesmo tempo, ao (sic) fora e ao (sic) dentro do corpo.” (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Segundo Dalcroze explorar as diversas possibilidades de movimento corporal levam a criança a vivenciar, praticar e compreender os conteúdos musicais, visto que a atividade acontece simultaneamente dentro e fora do nosso corpo.
Quando são propostas atividades de música explorando o corpo os resultados são extremamente positivos e satisfatórios. As crianças que participam desse tipo de atividade sempre demonstram bastante euforia e acabam se envolvendo completamente.
Fonterrada ressalta mais uma contribuição de Dalcroze:
       “O corpo expressa a música, mas também transforma-se em ouvido, transmutando-se na própria música. No momento em que isso ocorre, música e movimento deixam de ser entidades diversas e separadas, passando a constituir, em sua integração com o homem, uma unidade”. (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Outra interessante proposta de trabalho na educação musical proposta pelos RCNEI é a apreciação musical. O documento nos mostra em Brasil (1998), que o trabalho com apreciação musical pode possibilitar a ampliação e o enriquecimento de conhecimentos relacionados à produção regional, além de ampliar significativamente o repertório das crianças.
No livro Música na Educação Infantil, de Teca Alencar de Brito, a autora busca auxiliar educadores, com formação em música ou não, partindo de uma revisão de conceitos relativos a música e a didática, bem como um capítulo sobre o “fazer música” e uma comparação entre conteúdo, metodologia e estratégias nas concepções tradicionalista e construtivista.
            A autora faz uma análise sobre a musicalização da criança desde a fase intra uterina, a partir dos estudos do francês Delalande, onde é evidenciado a necessidade do contato do bebê com a música, não para um futuro músico, mas para a formação de todo o ser. (A voz materna é além de material sonoro a referência afetiva do bebê).
            No capítulo especial sobre a educação infantil (49 a 54), a autora diz que apesar da proposição do ensino de música ser a promoção do ser humano, encontramos muitos profissionais que trabalham as músicas prontas e se esquecem das possibilidades da criação; do cantar, mesmo que desafinado e do tocar instrumentos, mesmo que não haja um senso rítmico.









RELATO DE EXPERIÊNCIA

Em maio de 2008, apresentei um projeto para desenvolvimento e formação de um Coral Infantil, com alunos matriculados na Rede Municipal de Assis-SP, para o então Secretário de Educação, Professor Rubens Cruz, que aceitou imediatamente uma vez que, coincidentemente, era desejo do Secretário e de sua equipe a realização de projeto semelhante.
O fator diferenciado, além da oportunidade de proporcionar a uma parcela carente da população um projeto de Arte, era o de que as crianças não iriam se deslocar para frequentar o projeto, porque este “seria levado” até elas.
Cerca de 250 crianças residentes em 13 bairros afastados da região central da cidade foram atendidas no início do projeto. Os alunos frequentavam as oficinas de canto e coral em unidades escolares bem próximas à sua residência, no horário inverso ao de aula e, na medida em que alcançavam determinados objetivos, previamente estabelecidos, passavam a frequentar os ensaios gerais que aconteciam quinzenalmente e, nesta etapa do projeto (a formação do Coral), a Secretaria de Educação disponibilizava transporte para esses ensaios gerais.
Os alunos que frequentavam as oficinas e que, posteriormente, passaram a integrar a corporação musical formada eram crianças carentes e de condição social bastante complicada. Baixa auto estima, sem imaginação ou criatividade, mal vestidos, entre outros aspectos e características que, obviamente, eram fatores determinantes no processo de formação, principalmente de caráter e conduta, dessas crianças. A disciplina nos primeiros momentos era insuportável, quase insustentável e a primeira ação foi convencê-los de que era preciso ter outro tipo de comportamento para se tornar um músico, um corista.
Em menos de três meses alcançamos resultados surpreendentes. Formamos um Coral com 90 crianças com idade entre 6 e 12 anos, consistente, de qualidade e que apresentava algumas características que evidenciavam a concretização dos objetivos pré estabelecidos:
- 90 crianças, com o histórico social citado acima, que do momento em que entravam no ônibus para ensaiar ou se apresentar até o momento em que eram deixados de volta próximo à sua residência, apresentavam comportamento impecável, sem que para isso tivessem que ser tratados com falta de respeito ou de educação;
- Uma corporação musical de qualidade, cujos cantores cantavam com propriedade, sabendo o que estavam realizando, com segurança e principalmente: COM ALEGRIA.
            O projeto foi concebido, redigido, gerenciado, fundamentado e conduzido com base em material (pesquisas, material didático, outros profissionais envolvidos, etc) de qualidade, com inúmeros objetivos, mas, principalmente, tudo com um foco, único e exclusivo, as crianças. E dos objetivos alcançados, o maior sem dúvidas, foi a situação narrada a seguir.
            A população assisense pode assistir a um belo espetáculo, protagonizado por um coral com 90 crianças da periferia pobre da cidade, que foram aplaudidas de pé no principal espaço cultural local (Teatro Municipal), orgulhosos de si, realizados e com um sorriso no rosto que a vida jamais vai apagar das suas lembranças.
            A oportunidade de proporcionar um projeto de música de qualidade para esse público alvo, em especial, não tem preço e proporcionar o desenvolvimento da criatividade, da imaginação e da capacidade de sonhar traz a certeza de que fiz uma fração do que é, a meu ver, uma obrigação na qualidade de educador.
           
CONSIDERAÇÕES FINAIS
            De acordo com Lima (Brasilia, 2007),
      “As artes fizeram parte dos currículos, em várias civilizações em momentos históricos distintos. Na verdade, a música sempre foi um componente curricular importante, acompanhada pela literatura. As artes visuais, a geometria, o desenho foram componentes curriculares que atravessaram os milênios.
      Na antiga Grécia, por exemplo, a música era um componente curricular tão importante como a leitura e a literatura. (Lima, Brasilia, p. 21, 2007)
                A música faz parte da história da humanidade, está dentro de nós e, como pudemos observar na pesquisa bibliográfica, exerce importante papel transformador na vida do ser humano. É meio de comunicação e expressão, muito mais que uma linguagem.
            Também vimos que a educação em música proporciona inúmeros benefícios, sociais, de inclusão, de desenvolvimento humano além de promover o desenvolvimento de: concentração, raciocínio, coordenação motora, reflexo e ainda o despertar da sensibilidade.
Concluindo, este trabalho de pesquisa não estaria completo sem a seguinte observação:
A música está em todos os lugares: na indústria do entretenimento e nas igrejas, é usada para transmitir mensagens, positivas ou negativas, para protestar, contestar, fazer apologias e principalmente: A Música faz o que nenhuma religião consegue fazer: unir as pessoas. Em um show de música encontram-se católicos, espíritas, budistas, protestantes, islamitas, todos com um mesmo objetivo: ser feliz e estar bem pelo menos durante aquele momento.
            Enfim, a música nos faz feliz, nos faz acreditar que “a luz que deu luz ao universo conspira a nosso favor” (Recomeçar, Flávio Venturini).
            “E lá se vai mais um dia...”

REFERÊNCIAS


BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental,
(1998). Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, v. 3.

B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 130p.

BRITO, Teca Alencar. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Petrópolis, 2003. Entrevista com Teca Alencar de Brito- Edição 230 da Revista Nova Escola, Março/2010.


FONTERRADA, Marisa, Trench, Oliveira, (2005). De tramas e fios – Um ensaio sobre
música e educação. São Paulo: Editora UNESP.

HENTSCHKE, Liane; DEL BEN, Luciana, (2003). Aula de música: do planejamento e
avaliação à prática educativa. In: ____. HENTSCHKE, L. DEL BEN, L. (Orgs.). Ensino de
música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Ed. Moderna. Cap. 11.

HENTSCHKE, Liane. [et al.], (2005). A orquestra tin tim por tin tim. São Paulo: Moderna.

LIMA, Elvira Souza; Indagações sobre currículo : currículo e desenvolvimento humano / Elvira Souza Lima] ; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de

Educação Básica, 2007. 56 p.

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL_TCC_Pedagogia

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A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL













ASSIS - SP
-2013-





A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso exigido como parte integrante da formação em Pedagogia pela UNESP - UNIVESP.

 


Orientando: Eder Roni da Silva Godoi

Orientador: Professor Alonso Bezerra de Carvalho






ASSIS - SP
-2013-

           






      Dedico esse trabalho a toda equipe docente do Campus da UNESP de Assis, em especial aos Professores Doutores, Juvenal e Alonso, às Orientadoras de Disciplina Stela e Rose, mas principalmente à minha esposa Marlene Aparecida Polo Godoi que me acompanhou, me ajudou, me ensinou, me motivou, está sempre ao meu lado e é a mulher da minha vida.





SUMÁRIO


- RESUMO..........................................................................................................................05
- RESUMO (LÍNGUA ESTRANGEIRA/ INGLÊS).....................................................06
- INTRODUÇÃO...............................................................................................................07
- JUSTIFICATIVA...........................................................................................................09
- BIBLIOGRAFIA............................................................................................................11
- RELATO DE EXPERIÊNCIA.....................................................................................15
- CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................17
- REFERÊNCIAS.............................................................................................................18













RESUMO

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), bem como algumas pesquisas nas áreas da Educação Musical e Infantil, apontam a importância da disciplina de Música, como auxílio no desenvolvimento da criança nos primeiros anos da vida escolar. Levando em consideração todos os benefícios que a prática musical pode proporcionar às crianças envolvidas no processo de ensino aprendizagem pode-se concluir que a volta dessa disciplina para a o currículo escolar é muito bem vinda, juntamente com outras disciplinas de diferentes formas de linguagens.
O desenvolvimento deste trabalho de conclusão do curso de Pedagogia tem como objetivo geral evidenciar a importância do ensino de música, sua aplicação e benefícios advindos da prática. Como objetivos específicos, fundamentar a importância do ensino de música (lançando mão de levantamento bibliográfico documental relacionado ao tema), apresentar a proposta de que pedagogos e educadores deste segmento podem desenvolver atividades de música mesmo não tendo conhecimento específico e por último, um relato de experiência relacionado ao sucesso escolar de um projeto de música na escola já em desenvolvimento.



PALAVRAS CHAVE: educação; diferentes formas de linguagens; musicalização infantil; música na escola.

ABSTRACT

The National Curriculum Parameters (PCN's), the National Curriculum for Early Childhood Education (RCNEI), as well as some research in the areas of Music Education and Children, point to the importance of the discipline of music as an aid in child development in the early years of school life. Taking into consideration all the benefits that musical practice can provide children involved in the learning process can be concluded that the return of this discipline to the school curriculum is very welcome, along with other subjects of different forms of languages​​.
The development of this work on the completion of pedagogy has the general objective is to highlight the importance of music education, its application and benefits from the practice. The specific objectives support the importance of music education (making use of bibliographic documentation related to the topic), presenting the proposal that teachers and educators can develop this segment music activities while not having specific knowledge and lastly, an account of experience related to the academic success of a school music project already in development.



KEYWORDS: education; different forms of language, music to children; school music.




INTRODUÇÃO

Após mobilização por parte de Educadores, Professores (de Arte e de Música), Agentes de Cultura, Pesquisadores e diversos outros profissionais, no dia 18 de agosto de 2008 o então presidente da República, Ilmo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou o decreto do Congresso Nacional que altera a LDB (Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica conforme extrato abaixo.

         Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica
           O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 Art. 1o  O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:
“Art. 26.  ..................................................................................
................................................................................................
§ 6o  A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo.” (NR)
Art. 2o  (VETADO)
Art. 3o  Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.
Art. 4o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  18  de agosto de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.8.2008
            O extrato acima com a íntegra da publicação oficial da lei deixa clara a obrigatoriedade da disciplina de música, porém não devendo ser exclusiva, mas parte integrante do conteúdo estudado na disciplina de Arte.
A lei e os documentos oficiais norteadores dos sistemas escolares não especificam a quantidade de aulas semanais, conteúdos ou objetivos, desta forma, as instituições de ensino têm liberdade para adotar a disciplina.
 Há, portanto uma clara oportunidade para que a escola, aproveitando-se dessa “aparente autonomia”, assuma o desafio de escrever e desenvolver projetos próprios, consistentes, fundamentados e concebidos, preferencialmente, após pesquisas em publicações de qualidade e ainda, considerando as características sociais e humanas de cada escola, esses sejam preparados e desenvolvidos como ferramentas importantes e integrantes do desenvolvimento dos alunos e não por obrigatoriedade em atender uma lei.
            Este trabalho de modalidade qualitativa foi elaborado a partir de compilação e análise de dados, resultantes de pesquisa bibliográfica e um relato sobre um projeto de música de resultados significativos para todos os envolvidos.

           







JUSTIFICATIVA
Mas quem é que vai ministrar essas aulas de música? A lei prevê que professores de Arte devem lecionar os conteúdos de música, mas esses profissionais possuem formação adequada? Se esses profissionais que não possuem formação específica, não sabem trabalhar com a disciplina, existem profissionais capacitados e especialistas em quantidade suficiente para atender a demanda? Como deve ser uma aula de música para as diversas faixas etárias? Quais objetivos devem ser alcançados? Estas são algumas das questões que, provocando inquietações, são agora mais especificamente trabalhadas nessa proposta.   
No volume 3, os Parâmetros Curriculares Nacionais
     (...) enfatizam o ensino e a aprendizagem de conteúdos que colaboram para a formação do cidadão, buscando igualdade de participação e compreensão sobre a produção nacional e internacional de arte. A seleção e a ordenação de conteúdos gerais de Arte têm como pressupostos a clarificação de alguns critérios, que também encaminham a elaboração dos conteúdos de Artes Visuais, Música, Teatro e Dança e, no conjunto, procuram promover a formação artística e estética do aprendiz e a sua participação na sociedade.
      Não estão definidas aqui as modalidades artísticas a serem trabalhadas a cada ciclo, mas são oferecidas condições para que as diversas equipes possam definir em suas escolas os projetos curriculares (...).
      Sabe-se que, nas escolas e nas comunidades onde elas estão inseridas, há uma diversidade de recursos humanos e materiais disponíveis; portanto, considerando a realidade concreta das escolas, ressaltam-se alguns aspectos fundamentais para os projetos a serem desenvolvidos.
     É desejável que o aluno, ao longo da escolaridade, tenha oportunidade de vivenciar o maior número de formas de arte; entretanto, isso precisa ocorrer de modo que cada modalidade artística possa ser desenvolvida e aprofundada. (BRASIL, 1997, pag. 41).

            Ainda segundo o documento,
      Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais, Arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos no processo de ensino e aprendizagem. A área de Arte está relacionada com as demais áreas e tem suas especificidades.
      A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
      Esta área também favorece ao aluno relacionar-se criadoramente com as outras disciplinas do currículo. Por exemplo, o aluno que conhece arte pode estabelecer relações mais amplas quando estuda um determinado período histórico. Um aluno que exercita continuamente
sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático.
      Conhecendo a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividade dos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, que pode criar um campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer abertura à riqueza e à diversidade
da imaginação humana. Além disso, torna-se capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar condições para uma qualidade de
vida melhor. (BRASIL, 1997, pag. 19).
            A música é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade e está presente nas mais diversas situações. Há músicas infantis, religiosas, instrumentais, vocais, eruditas, populares e cívicas. Não poderia, portanto, estar fora do ambiente escolar.









BIBLIOGRAFIA
            Os movimentos pró Música na Escola, as leis regulamentadoras, educadores musicais e pesquisadores não sugerem que músicos sejam formados a partir da Educação Musical proposta (e também não dizem que isto não possa acontecer). A intenção é lançar mão da linguagem com o intuito de otimizar a aprendizagem , visto que o ensino de música nas escolas é importante fator de contribuição, para a formação musical dos alunos e ferramenta eficiente de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar cooperação, respeito, amizade, envolvimento ativo e reflexão tão importantes e necessárias para a formação humana.
Segundo Hentschke e Del Ben (2003) as funções da música no contexto escolar são:
(...) auxiliar crianças, adolescentes e jovens no processo de apropriação, transmissão e criação de práticas músico-culturais como parte da construção de sua cidadania. O objetivo primeiro da educação musical é facilitar o acesso à multiplicidade de manifestações musicais da nossa cultura, bem como possibilitar a compreensão de manifestações musicais de culturas mais distantes. Além disso, o trabalho com música envolve a construção de identidades culturais de nossas crianças, adolescentes e jovens e o desenvolvimento de habilidades interpessoais. Nesse sentido, é importante que a educação musical escolar, seja ela ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou música, tenha como propósito expandir o universo musical do aluno, isto é, proporcionar-lhe a vivência
de manifestações musicais de diversos grupos sociais e culturais e de diferentes gêneros musicais dentro da nossa própria cultura. (p. 181).

As educadoras apresentam aqui algumas finalidades do conteúdo musical no currículo escolar sugerindo que o professor tenha como proposta colocar os alunos em contato com diversos estilos e gêneros musicais (sempre respeitando a música que o aluno já traz consigo), no sentido de explorar essa diversidade e contribuir para que os alunos tenham oportunidade, de expandir seu universo musical, fortalecer a aprendizagem em relação à cultura impregnada nos diversos tipos de música e começar a entender e respeitar os gostos e a cultura de outras pessoas.
Quando é proposto o desenvolvimento de atividades de música em grupo, pode-se trabalhar outros conceitos como, por exemplo, respeito mútuo, já que os objetivos são comuns e a conclusão da atividade só se dá com a colaboração e participação de todos. Para melhor exemplificar podemos citar as atividades onde as crianças devem cantar e dançar em roda ao mesmo tempo. Com isso, reforçamos mais uma vez a ideia de que esta disciplina deve ser contemplada na Educação Infantil com propriedade.
Hentschke (1995) destaca outros fatores que justificam a presença da educação musical nas escolas:
      Entre elas, estão proporcionar à criança: o desenvolvimento das suas habilidades estéticas e artísticas, o desenvolvimento da imaginação e do potencial criativo, um sentido histórico da nossa herança cultural, meios de transcender o universo musical de seu meio social e cultural, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor, o desenvolvimento da comunicação não-verbal.

Os conteúdos musicais devem ser desenvolvidos nas aulas de música para crianças, mas outras habilidades como a socialização, a afetividade, a criatividade, a imaginação, a comunicação entre outros, também estarão sendo trabalhadas simultaneamente. Os RCNEI nos traz que:
      A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente. (BRASIL, 1998, p. 45).

Ainda sobre as contribuições da música para o desenvolvimento da criança, vale ressaltar que a dança está diretamente ligada a ela e a presença natural dessa outra forma de linguagem permite explorar o próprio corpo durante o processo de ensino aprendizagem musical, por meio dos movimentos, para fazer ou vivenciar música.
Inserindo naturalmente a dança no aprendizado musical é possível desenvolver atividades que promovam o desenvolvimento da percepção e interiorização do ritmo, intensidade e altura, forma musical e a capacidade de se expressar. Fonterrada (2005) escreve que o educador musical Dalcroze desenvolveu uma forma de trabalhar com a escuta, a música e o movimento corporal de uma maneira que fossem ligados e interdependentes. Para a autora:
      “O sistema Dalcroze parte do ser humano e do movimento corporal estático, ou em deslocamento, para chegar à compreensão, fruição, conscientização e expressão musicais. A música não é um objeto externo, mas pertence, ao mesmo tempo, ao (sic) fora e ao (sic) dentro do corpo.” (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Segundo Dalcroze explorar as diversas possibilidades de movimento corporal levam a criança a vivenciar, praticar e compreender os conteúdos musicais, visto que a atividade acontece simultaneamente dentro e fora do nosso corpo.
Quando são propostas atividades de música explorando o corpo os resultados são extremamente positivos e satisfatórios. As crianças que participam desse tipo de atividade sempre demonstram bastante euforia e acabam se envolvendo completamente.
Fonterrada ressalta mais uma contribuição de Dalcroze:
       “O corpo expressa a música, mas também transforma-se em ouvido, transmutando-se na própria música. No momento em que isso ocorre, música e movimento deixam de ser entidades diversas e separadas, passando a constituir, em sua integração com o homem, uma unidade”. (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Outra interessante proposta de trabalho na educação musical proposta pelos RCNEI é a apreciação musical. O documento nos mostra em Brasil (1998), que o trabalho com apreciação musical pode possibilitar a ampliação e o enriquecimento de conhecimentos relacionados à produção regional, além de ampliar significativamente o repertório das crianças.
No livro Música na Educação Infantil, de Teca Alencar de Brito, a autora busca auxiliar educadores, com formação em música ou não, partindo de uma revisão de conceitos relativos a música e a didática, bem como um capítulo sobre o “fazer música” e uma comparação entre conteúdo, metodologia e estratégias nas concepções tradicionalista e construtivista.
            A autora faz uma análise sobre a musicalização da criança desde a fase intra uterina, a partir dos estudos do francês Delalande, onde é evidenciado a necessidade do contato do bebê com a música, não para um futuro músico, mas para a formação de todo o ser. (A voz materna é além de material sonoro a referência afetiva do bebê).
            No capítulo especial sobre a educação infantil (49 a 54), a autora diz que apesar da proposição do ensino de música ser a promoção do ser humano, encontramos muitos profissionais que trabalham as músicas prontas e se esquecem das possibilidades da criação; do cantar, mesmo que desafinado e do tocar instrumentos, mesmo que não haja um senso rítmico.









RELATO DE EXPERIÊNCIA

Em maio de 2008, apresentei um projeto para desenvolvimento e formação de um Coral Infantil, com alunos matriculados na Rede Municipal de Assis-SP, para o então Secretário de Educação, Professor Rubens Cruz, que aceitou imediatamente uma vez que, coincidentemente, era desejo do Secretário e de sua equipe a realização de projeto semelhante.
O fator diferenciado, além da oportunidade de proporcionar a uma parcela carente da população um projeto de Arte, era o de que as crianças não iriam se deslocar para frequentar o projeto, porque este “seria levado” até elas.
Cerca de 250 crianças residentes em 13 bairros afastados da região central da cidade foram atendidas no início do projeto. Os alunos frequentavam as oficinas de canto e coral em unidades escolares bem próximas à sua residência, no horário inverso ao de aula e, na medida em que alcançavam determinados objetivos, previamente estabelecidos, passavam a frequentar os ensaios gerais que aconteciam quinzenalmente e, nesta etapa do projeto (a formação do Coral), a Secretaria de Educação disponibilizava transporte para esses ensaios gerais.
Os alunos que frequentavam as oficinas e que, posteriormente, passaram a integrar a corporação musical formada eram crianças carentes e de condição social bastante complicada. Baixa auto estima, sem imaginação ou criatividade, mal vestidos, entre outros aspectos e características que, obviamente, eram fatores determinantes no processo de formação, principalmente de caráter e conduta, dessas crianças. A disciplina nos primeiros momentos era insuportável, quase insustentável e a primeira ação foi convencê-los de que era preciso ter outro tipo de comportamento para se tornar um músico, um corista.
Em menos de três meses alcançamos resultados surpreendentes. Formamos um Coral com 90 crianças com idade entre 6 e 12 anos, consistente, de qualidade e que apresentava algumas características que evidenciavam a concretização dos objetivos pré estabelecidos:
- 90 crianças, com o histórico social citado acima, que do momento em que entravam no ônibus para ensaiar ou se apresentar até o momento em que eram deixados de volta próximo à sua residência, apresentavam comportamento impecável, sem que para isso tivessem que ser tratados com falta de respeito ou de educação;
- Uma corporação musical de qualidade, cujos cantores cantavam com propriedade, sabendo o que estavam realizando, com segurança e principalmente: COM ALEGRIA.
            O projeto foi concebido, redigido, gerenciado, fundamentado e conduzido com base em material (pesquisas, material didático, outros profissionais envolvidos, etc) de qualidade, com inúmeros objetivos, mas, principalmente, tudo com um foco, único e exclusivo, as crianças. E dos objetivos alcançados, o maior sem dúvidas, foi a situação narrada a seguir.
            A população assisense pode assistir a um belo espetáculo, protagonizado por um coral com 90 crianças da periferia pobre da cidade, que foram aplaudidas de pé no principal espaço cultural local (Teatro Municipal), orgulhosos de si, realizados e com um sorriso no rosto que a vida jamais vai apagar das suas lembranças.
            A oportunidade de proporcionar um projeto de música de qualidade para esse público alvo, em especial, não tem preço e proporcionar o desenvolvimento da criatividade, da imaginação e da capacidade de sonhar traz a certeza de que fiz uma fração do que é, a meu ver, uma obrigação na qualidade de educador.
           
CONSIDERAÇÕES FINAIS
            De acordo com Lima (Brasilia, 2007),
      “As artes fizeram parte dos currículos, em várias civilizações em momentos históricos distintos. Na verdade, a música sempre foi um componente curricular importante, acompanhada pela literatura. As artes visuais, a geometria, o desenho foram componentes curriculares que atravessaram os milênios.
      Na antiga Grécia, por exemplo, a música era um componente curricular tão importante como a leitura e a literatura. (Lima, Brasilia, p. 21, 2007)
                A música faz parte da história da humanidade, está dentro de nós e, como pudemos observar na pesquisa bibliográfica, exerce importante papel transformador na vida do ser humano. É meio de comunicação e expressão, muito mais que uma linguagem.
            Também vimos que a educação em música proporciona inúmeros benefícios, sociais, de inclusão, de desenvolvimento humano além de promover o desenvolvimento de: concentração, raciocínio, coordenação motora, reflexo e ainda o despertar da sensibilidade.
Concluindo, este trabalho de pesquisa não estaria completo sem a seguinte observação:
A música está em todos os lugares: na indústria do entretenimento e nas igrejas, é usada para transmitir mensagens, positivas ou negativas, para protestar, contestar, fazer apologias e principalmente: A Música faz o que nenhuma religião consegue fazer: unir as pessoas. Em um show de música encontram-se católicos, espíritas, budistas, protestantes, islamitas, todos com um mesmo objetivo: ser feliz e estar bem pelo menos durante aquele momento.
            Enfim, a música nos faz feliz, nos faz acreditar que “a luz que deu luz ao universo conspira a nosso favor” (Recomeçar, Flávio Venturini).
            “E lá se vai mais um dia...”

REFERÊNCIAS


BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental,
(1998). Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, v. 3.

B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 130p.

BRITO, Teca Alencar. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Petrópolis, 2003. Entrevista com Teca Alencar de Brito- Edição 230 da Revista Nova Escola, Março/2010.


FONTERRADA, Marisa, Trench, Oliveira, (2005). De tramas e fios – Um ensaio sobre
música e educação. São Paulo: Editora UNESP.

HENTSCHKE, Liane; DEL BEN, Luciana, (2003). Aula de música: do planejamento e
avaliação à prática educativa. In: ____. HENTSCHKE, L. DEL BEN, L. (Orgs.). Ensino de
música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Ed. Moderna. Cap. 11.

HENTSCHKE, Liane. [et al.], (2005). A orquestra tin tim por tin tim. São Paulo: Moderna.

LIMA, Elvira Souza; Indagações sobre currículo : currículo e desenvolvimento humano / Elvira Souza Lima] ; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de

Educação Básica, 2007. 56 p.

terça-feira, 10 de julho de 2012




              Cansado de reclamar por aquilo que é direito de nossas crianças jovens e adolescentes resolvi fazer mais do que ja venho fazendo. A partir de hoje estou oficialmente na luta por Projetos culturais consistentes em nossa cidade para a promoção da vida! Nossa cidade atende menos de 0,5% das crianças jovens e adolescentes matriculados na rede pública de ensino em Projetos Culturais e queremos uma mudança imediata nesse cenário. Descentralização e difusão da Cultura de ação JÁ. PROFESSOR EDER GODOI 14.777 para vereador.              O nosso Projeto para a área da cultura tem o objetivo de levar a prática cultural a quem precisa e proporcionar o entretenimento cultural a todos nós que merecemos.               Para o fomento e descentralização da cultura o nosso Projeto se baseia em cinco tópicos iniciais: - Levar cursos de música, teatro, dança, capoeira, etc, para a periferia utilizando os espaços dos CRAS, unidades escolares, etc;- Criar o Galpão Hip- Hop com cursos para vivência e prática da dança do estilo, grafite e skate;- Criação e validação de leis de incentivo fiscal para fomento e difusão da cultura e de Projetos Culturais;- Volta do Projeto Show na Praça com shows mensais em regiões estratégicas do município;- Formação de Bandas Musicais e Fanfarras nas diversas regiões do município.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O BRASIL ESTÁ CRESCENDO E O POVO PRECISA CRESCER JUNTO

O BRASIL ESTÁ CRESCENDO E O POVO PRECISA CRESCER JUNTO

            O Brasil é “a bola da vez”. Aqui tem petróleo “a dar com pau”, e mesmo que acabe, há muito tempo já “plantamos” (literalmente) o nosso combustível. A diversidade da flora e fauna, mesmo com tantos desmatamentos e ASSASSINATOS, ainda é uma das maiores do mundo. Nossos recursos, mesmo que findáveis, ainda são muitos e nosso povo é extremamente feliz, tem boa vontade, é trabalhador e filantrópico.
            Durante décadas enfrentamos inflações astronômicas, mas alguns bons homens que passaram recentemente pelo poder pensaram e arranjaram algumas maneiras de frear o desequilíbrio econômico e promover o desenvolvimento efetivo de nosso país. As nossas contas ainda não estão totalmente equilibradas, nossos impostos ainda são altíssimos e ainda temos muito que aprender, mas estamos destituindo do poder ministros e outros políticos corruptos (nunca em nossa história em tão grande número), deixamos de ser devedores e assumimos a condição de provável credor quando, presenciamos recentemente na TV, o FMI nos pedir dinheiro emprestado e com alegria vemos nossa Presidente dizer que não, pois o nosso dinheiro é NOSSO.
            Por conta destes e de inúmeros outros motivos os olhos do mundo estão se voltando para nós. O país está em franco desenvolvimento, todas as outras potências estão começando a nos ouvir, nos respeitar e isso não pode ser motivo apenas de alegria, devemos nos preocupar e muito.
            O desenvolvimento social e tecnológico do país requer algo que não temos: mão de obra qualificada e capacitada, portanto, e atenção professores (está chegando a nossa vez?), ou o país investe URGENTEMENTE em educação, ou enfrentaremos uma fobia social de proporções, ainda hoje, imensuráveis.
            Não precisamos sequer confabular uma teoria da conspiração pensando que os políticos irão preterir-nos aos estrangeiros porque iria sair bem mais caro, mesmo porque se não ocuparmos os postos de trabalho que requerem capacitação ou se não estivermos empregados de alguma forma seremos os esfomeados que com certeza estarão mendigando “o pão nosso de cada dia”.
            Na verdade e, agora, falando mais sério ainda, já está mais do que na hora de pensarmos que para desenvolvermos uma nação precisamos primeira e indispensavelmente pensar no desenvolvimento de seu  povo e isto se faz com cultura e educação.
            Precisamos levar cultura  onde não tem e promover as oportunidades de referência, para que a única opção de nossos jovens não seja a criminalidade. Precisamos resgatar a cultura de nosso povo e começar imediatamente a fazer o registro de nossas memórias, o Brasil não as tem, possui pouquíssimos museus, quase nada de cinema e  menos ainda de bibliotecas.
            A pessoa que tem  educação de qualidade, informação e acesso à cultura tem uma oportunidade maior de escolher e “correr atrás” daquilo que realmente sonha para si e de tornar-se um profissional competente e realizado com o que faz.
            Precisamos valorizar o profissional que trabalha com a educação de base (Ensinos Infantil, Fundamental e Médio), melhorando os seus vencimentos, investindo em sua capacitação e melhorando seu ambiente de trabalho (estrutura).
            Há sim uma luz no fim do túnel. A disciplina de Música, que tanto auxilia no desenvolvimento humano, voltou à grade escolar. Vemos inúmeros projetos de artes em comunidades e pontos estratégicos do país e a sociedade está começando a entender que exerce sim importante papel no desenvolvimento da nação promovendo ações efetivas de “olhar para o próximo”.
            Em uma recente capacitação para educadores , ouvi da boca de uma freira, que “não temos o direito de julgar ou questionar o fato de que um casal gay adotou uma criança, mas temos obrigação de cuidar para que haja harmonia e felicidade nessa “família”.
            Nosso País está crescendo, nosso povo está mudando. Façamos cada qual a nossa parte e ...GOVERNANTES, INVISTAM EM EDUCAÇÃO E CULTURA.

            Eder Roni da Silva Godoi
Professor de Música e Regente de Coros
Delegado Municipal, Estadual e Federal de Cultura pela
II Conferência Nacional de Cultura.



Frase da Ir. Dalva
Coord. Ped. da congregação das Irmãs da Ressurreição Catnaduva
03/01/2012

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

IV Encontro de Educação Musical Unicamp (14, 15 e 16/09/2011) DEBATE SOBRE “TRABALHO COM CORAL NAS ESCOLAS” Mediação: Professora Silva Beraldo/ Relatório: Prof.Eder Godoi

 Entre 14 e 16h do 15º dia do mês de setembro de 2011, na sala 05 do Departamento de Música do IA (instituto de Artes) da Unicamp –Universidade Estadual de Campinas- ocorreu o debate sobre “O trabalho com Coral nas Escolas” mediado pela Profª Silvia Beraldo.
Participaram do debate inúmeros profissionais da área de música, artes e outros profissionais com interesse na prática Coral dentro do contexto escolar.
Por se tratar de um grupo bastante heterogêneo com pessoas de vasta ou pouca experiência na área de Canto Coral, vários tópicos, alguns de comum acordo e outros um tanto quanto polêmicos, foram levantados, dentre os quais podemos citar como principais:

- Afinação Vocal Infantil – como trabalhar técnica vocal sem prejudicá-la (principalmente no momento da mudança de voz dos meninos) na fase da puberdade
- Necessidade de Pesquisa de repertório- o grupo ainda ressaltou que a escolha do repertório deve ser equilibrado entre o que as crianças trazem de sua vivência e o que o professor gostaria que o grupo aprendesse, no sentido de acrescentar e também que seja algo novo para eles.
- Planejamento para o desenvolvimento de metas- Projetos contínuos que são constantes e Projetos periódicos de curta duração foram citados pelos participantes do debate e o grupo pontuou a necessidade do Planejamento levando em consideração o tempo hábil disponível e de atuação do profissional em relação aos seus respectivos Projetos de Coral;-( Apresentações musicais são importantes e devem acontecer. Porém, elas devem fazer parte de um planejamento)
- Quantidade de alunos por turma- Aqui não houve um consenso, enquanto alguns educadores preferem turmas numerosas para o trabalho com Canto Coral, outros apontam dificuldade com turmas numerosas;
- A utilização ou não de playbacks ou gravações- Este também um tema polêmico. Há os profissionais que defendam o uso das tecnologias tais como gravações, uso de playbacks e afins e como argumentos ressaltam a falta de estrutura, a ausência de auxiliar artístico pedagógico e a dificuldade em aterem-se à regência e condução do Coro; Na corrente daqueles que defendem a não utilização desses recursos os profissionais alegam a mecanização, falta de brilho e vivacidade na música além de limitar questões interpretativas e de dinâmicas, como fermata, rallentando, mudança de andamentos e uma constante limitação musical uma vez que os coristas, além de se preocuparem com a interpretação da canção devem estar atentos à regência e à gravação.
O debate foi finalizado com a proposta de que houvesse uma lista com sugestão de bibliografia que venha ao encontro das dificuldades e dúvidas que surgiram.
Há que se ressaltar a riqueza de tais ações que, além de promover a troca de conhecimentos, promove a integração de profissionais com o mesmo foco de interesse dentro da educação musical.
O grupo parabeniza e agradece a iniciativa do curso de Licenciatura em Música da Unicamp, os professores e funcionários.

“Quanto mais estudamos ou buscamos capacitação, mais descobrimos que nada sabemos. Nunca estaremos prontos, mas enquanto estivermos unidos, buscando cada vez mais formação adequada, trocando e compartilhando as nossas experiências teremos sempre a certeza de estarmos no caminho certo fazendo com que a arte esteja a serviço da vida”. (Prof. Eder Godoi).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Coristas e Professor de Música fundam associação.

Coristas e Professor de Música fundam associação.

Na última sexta-feira, 02 de setembro, um acontecimento histórico, segundo as pessoas envolvidas, aconteceu em nossa cidade. Nesta data foi dado entrada, oficialmente, no pedido de registro da AMCOPA (Associação Musical dos Coristas, Pais e Amigos Assisenses) cujos objetivos iniciais são o de promover, difundir e oportunizar a prática de Canto e Canto Coral em nossa cidade e, futuramente, fundar uma Escola de Canto e Canto Coral onde centenas de pessoas terão a oportunidade de realizar estas práticas.
                A Associação tem como principal incentivador e idealizador o Professor Eder Godoi, que atualmente rege os coros Municipal Infantil da Secretaria Municipal da Educação e Flor da Idade do Fundo Social de Solidariedade. “O poder que tem a música e os reflexos que ela traz para a vida do ser humano justifica essa e qualquer tipo de outra ação que vise promover a arte musical. Essa associação vem ao encontro dos anseios daqueles que acreditam que a sociedade deve se mobilizar para, juntamente com o poder público, promover a vida através da arte” diz o professor.
                A AMCOPA tem como presidente a professora aposentada Waldecy Nigro e como vice-presidente o também professor aposentado Archimedes Bechelli Filho. Para Méko, como é conhecido o Professor Archimedes, “esta é a oportunidade impar de se resgatar valores culturais necessários ao pleno desenvolvimento do ser humano e que, infelizmente, não vem sendo trabalhado a contento em nossa cidade por aqueles que deveriam fazê-lo.” Os demais membros da Diretoria são, em sua maioria, professores aposentados e Coristas do Coral Flor da Idade que resolveram “comprar” a idéia do Professor Eder para juntos poderem oferecer essa prática ao maior número possível de pessoas.
                No momento em que a Associação estiver devidamente registrada os associados pretendem iniciar os trabalhos e a proposta é que através de doações seja possível, ainda este ano, iniciar um Projeto onde serão oferecidas cerca de 600 vagas para crianças, jovens e adolescentes matriculados na rede pública de ensino.
                “A nossa cidade carece de Projetos Culturais a serem desenvolvidos principalmente na periferia. Ao invés de ficarmos de braços cruzados ou tecendo sérias críticas ao poder público que tem inúmeras outras prioridades, resolvemos fazer a nossa parte e, se Deus quiser, ainda este ano daremos início aos nossos trabalhos dando oportunidade de acesso a pratica de Canto Coral para centenas de crianças e jovens”, analisa o Professor Eder Godoi.
                “Assis tem que agradecer ao professor Archimedes Bechelli Filho que foi o maior responsável para que a associação saísse do papel. Muitos de nossos jovens estão sem um norte como objetivo de vida. Como acreditamos que a música resgata vidas, da outra visão de mundo, permite sonhar e acreditar que a realização do sonho seja possível e faz bem a quem pratica, ensina ou aprecia entendemos que este seja o caminho a ser trilhado. A música É a medicina da alma. É a arte a serviço da vida”, finaliza.
                Presidente e vice presidente da Associação agradecem a todos os colaboradores, membros associados, sócios fundadores e também ao Vereador Célio Diniz que deu todo o respaldo burocrático e jurídico.