quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL_TCC_Pedagogia

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO




A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL













ASSIS - SP
-2013-





A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso exigido como parte integrante da formação em Pedagogia pela UNESP - UNIVESP.

 


Orientando: Eder Roni da Silva Godoi

Orientador: Professor Alonso Bezerra de Carvalho






ASSIS - SP
-2013-

           






      Dedico esse trabalho a toda equipe docente do Campus da UNESP de Assis, em especial aos Professores Doutores, Juvenal e Alonso, às Orientadoras de Disciplina Stela e Rose, mas principalmente à minha esposa Marlene Aparecida Polo Godoi que me acompanhou, me ajudou, me ensinou, me motivou, está sempre ao meu lado e é a mulher da minha vida.





SUMÁRIO


- RESUMO..........................................................................................................................05
- RESUMO (LÍNGUA ESTRANGEIRA/ INGLÊS).....................................................06
- INTRODUÇÃO...............................................................................................................07
- JUSTIFICATIVA...........................................................................................................09
- BIBLIOGRAFIA............................................................................................................11
- RELATO DE EXPERIÊNCIA.....................................................................................15
- CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................17
- REFERÊNCIAS.............................................................................................................18













RESUMO

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), bem como algumas pesquisas nas áreas da Educação Musical e Infantil, apontam a importância da disciplina de Música, como auxílio no desenvolvimento da criança nos primeiros anos da vida escolar. Levando em consideração todos os benefícios que a prática musical pode proporcionar às crianças envolvidas no processo de ensino aprendizagem pode-se concluir que a volta dessa disciplina para a o currículo escolar é muito bem vinda, juntamente com outras disciplinas de diferentes formas de linguagens.
O desenvolvimento deste trabalho de conclusão do curso de Pedagogia tem como objetivo geral evidenciar a importância do ensino de música, sua aplicação e benefícios advindos da prática. Como objetivos específicos, fundamentar a importância do ensino de música (lançando mão de levantamento bibliográfico documental relacionado ao tema), apresentar a proposta de que pedagogos e educadores deste segmento podem desenvolver atividades de música mesmo não tendo conhecimento específico e por último, um relato de experiência relacionado ao sucesso escolar de um projeto de música na escola já em desenvolvimento.



PALAVRAS CHAVE: educação; diferentes formas de linguagens; musicalização infantil; música na escola.

ABSTRACT

The National Curriculum Parameters (PCN's), the National Curriculum for Early Childhood Education (RCNEI), as well as some research in the areas of Music Education and Children, point to the importance of the discipline of music as an aid in child development in the early years of school life. Taking into consideration all the benefits that musical practice can provide children involved in the learning process can be concluded that the return of this discipline to the school curriculum is very welcome, along with other subjects of different forms of languages​​.
The development of this work on the completion of pedagogy has the general objective is to highlight the importance of music education, its application and benefits from the practice. The specific objectives support the importance of music education (making use of bibliographic documentation related to the topic), presenting the proposal that teachers and educators can develop this segment music activities while not having specific knowledge and lastly, an account of experience related to the academic success of a school music project already in development.



KEYWORDS: education; different forms of language, music to children; school music.




INTRODUÇÃO

Após mobilização por parte de Educadores, Professores (de Arte e de Música), Agentes de Cultura, Pesquisadores e diversos outros profissionais, no dia 18 de agosto de 2008 o então presidente da República, Ilmo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou o decreto do Congresso Nacional que altera a LDB (Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica conforme extrato abaixo.

         Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica
           O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 Art. 1o  O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:
“Art. 26.  ..................................................................................
................................................................................................
§ 6o  A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo.” (NR)
Art. 2o  (VETADO)
Art. 3o  Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.
Art. 4o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  18  de agosto de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.8.2008
            O extrato acima com a íntegra da publicação oficial da lei deixa clara a obrigatoriedade da disciplina de música, porém não devendo ser exclusiva, mas parte integrante do conteúdo estudado na disciplina de Arte.
A lei e os documentos oficiais norteadores dos sistemas escolares não especificam a quantidade de aulas semanais, conteúdos ou objetivos, desta forma, as instituições de ensino têm liberdade para adotar a disciplina.
 Há, portanto uma clara oportunidade para que a escola, aproveitando-se dessa “aparente autonomia”, assuma o desafio de escrever e desenvolver projetos próprios, consistentes, fundamentados e concebidos, preferencialmente, após pesquisas em publicações de qualidade e ainda, considerando as características sociais e humanas de cada escola, esses sejam preparados e desenvolvidos como ferramentas importantes e integrantes do desenvolvimento dos alunos e não por obrigatoriedade em atender uma lei.
            Este trabalho de modalidade qualitativa foi elaborado a partir de compilação e análise de dados, resultantes de pesquisa bibliográfica e um relato sobre um projeto de música de resultados significativos para todos os envolvidos.

           







JUSTIFICATIVA
Mas quem é que vai ministrar essas aulas de música? A lei prevê que professores de Arte devem lecionar os conteúdos de música, mas esses profissionais possuem formação adequada? Se esses profissionais que não possuem formação específica, não sabem trabalhar com a disciplina, existem profissionais capacitados e especialistas em quantidade suficiente para atender a demanda? Como deve ser uma aula de música para as diversas faixas etárias? Quais objetivos devem ser alcançados? Estas são algumas das questões que, provocando inquietações, são agora mais especificamente trabalhadas nessa proposta.   
No volume 3, os Parâmetros Curriculares Nacionais
     (...) enfatizam o ensino e a aprendizagem de conteúdos que colaboram para a formação do cidadão, buscando igualdade de participação e compreensão sobre a produção nacional e internacional de arte. A seleção e a ordenação de conteúdos gerais de Arte têm como pressupostos a clarificação de alguns critérios, que também encaminham a elaboração dos conteúdos de Artes Visuais, Música, Teatro e Dança e, no conjunto, procuram promover a formação artística e estética do aprendiz e a sua participação na sociedade.
      Não estão definidas aqui as modalidades artísticas a serem trabalhadas a cada ciclo, mas são oferecidas condições para que as diversas equipes possam definir em suas escolas os projetos curriculares (...).
      Sabe-se que, nas escolas e nas comunidades onde elas estão inseridas, há uma diversidade de recursos humanos e materiais disponíveis; portanto, considerando a realidade concreta das escolas, ressaltam-se alguns aspectos fundamentais para os projetos a serem desenvolvidos.
     É desejável que o aluno, ao longo da escolaridade, tenha oportunidade de vivenciar o maior número de formas de arte; entretanto, isso precisa ocorrer de modo que cada modalidade artística possa ser desenvolvida e aprofundada. (BRASIL, 1997, pag. 41).

            Ainda segundo o documento,
      Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais, Arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos no processo de ensino e aprendizagem. A área de Arte está relacionada com as demais áreas e tem suas especificidades.
      A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
      Esta área também favorece ao aluno relacionar-se criadoramente com as outras disciplinas do currículo. Por exemplo, o aluno que conhece arte pode estabelecer relações mais amplas quando estuda um determinado período histórico. Um aluno que exercita continuamente
sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático.
      Conhecendo a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividade dos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, que pode criar um campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer abertura à riqueza e à diversidade
da imaginação humana. Além disso, torna-se capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar condições para uma qualidade de
vida melhor. (BRASIL, 1997, pag. 19).
            A música é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade e está presente nas mais diversas situações. Há músicas infantis, religiosas, instrumentais, vocais, eruditas, populares e cívicas. Não poderia, portanto, estar fora do ambiente escolar.









BIBLIOGRAFIA
            Os movimentos pró Música na Escola, as leis regulamentadoras, educadores musicais e pesquisadores não sugerem que músicos sejam formados a partir da Educação Musical proposta (e também não dizem que isto não possa acontecer). A intenção é lançar mão da linguagem com o intuito de otimizar a aprendizagem , visto que o ensino de música nas escolas é importante fator de contribuição, para a formação musical dos alunos e ferramenta eficiente de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar cooperação, respeito, amizade, envolvimento ativo e reflexão tão importantes e necessárias para a formação humana.
Segundo Hentschke e Del Ben (2003) as funções da música no contexto escolar são:
(...) auxiliar crianças, adolescentes e jovens no processo de apropriação, transmissão e criação de práticas músico-culturais como parte da construção de sua cidadania. O objetivo primeiro da educação musical é facilitar o acesso à multiplicidade de manifestações musicais da nossa cultura, bem como possibilitar a compreensão de manifestações musicais de culturas mais distantes. Além disso, o trabalho com música envolve a construção de identidades culturais de nossas crianças, adolescentes e jovens e o desenvolvimento de habilidades interpessoais. Nesse sentido, é importante que a educação musical escolar, seja ela ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou música, tenha como propósito expandir o universo musical do aluno, isto é, proporcionar-lhe a vivência
de manifestações musicais de diversos grupos sociais e culturais e de diferentes gêneros musicais dentro da nossa própria cultura. (p. 181).

As educadoras apresentam aqui algumas finalidades do conteúdo musical no currículo escolar sugerindo que o professor tenha como proposta colocar os alunos em contato com diversos estilos e gêneros musicais (sempre respeitando a música que o aluno já traz consigo), no sentido de explorar essa diversidade e contribuir para que os alunos tenham oportunidade, de expandir seu universo musical, fortalecer a aprendizagem em relação à cultura impregnada nos diversos tipos de música e começar a entender e respeitar os gostos e a cultura de outras pessoas.
Quando é proposto o desenvolvimento de atividades de música em grupo, pode-se trabalhar outros conceitos como, por exemplo, respeito mútuo, já que os objetivos são comuns e a conclusão da atividade só se dá com a colaboração e participação de todos. Para melhor exemplificar podemos citar as atividades onde as crianças devem cantar e dançar em roda ao mesmo tempo. Com isso, reforçamos mais uma vez a ideia de que esta disciplina deve ser contemplada na Educação Infantil com propriedade.
Hentschke (1995) destaca outros fatores que justificam a presença da educação musical nas escolas:
      Entre elas, estão proporcionar à criança: o desenvolvimento das suas habilidades estéticas e artísticas, o desenvolvimento da imaginação e do potencial criativo, um sentido histórico da nossa herança cultural, meios de transcender o universo musical de seu meio social e cultural, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor, o desenvolvimento da comunicação não-verbal.

Os conteúdos musicais devem ser desenvolvidos nas aulas de música para crianças, mas outras habilidades como a socialização, a afetividade, a criatividade, a imaginação, a comunicação entre outros, também estarão sendo trabalhadas simultaneamente. Os RCNEI nos traz que:
      A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente. (BRASIL, 1998, p. 45).

Ainda sobre as contribuições da música para o desenvolvimento da criança, vale ressaltar que a dança está diretamente ligada a ela e a presença natural dessa outra forma de linguagem permite explorar o próprio corpo durante o processo de ensino aprendizagem musical, por meio dos movimentos, para fazer ou vivenciar música.
Inserindo naturalmente a dança no aprendizado musical é possível desenvolver atividades que promovam o desenvolvimento da percepção e interiorização do ritmo, intensidade e altura, forma musical e a capacidade de se expressar. Fonterrada (2005) escreve que o educador musical Dalcroze desenvolveu uma forma de trabalhar com a escuta, a música e o movimento corporal de uma maneira que fossem ligados e interdependentes. Para a autora:
      “O sistema Dalcroze parte do ser humano e do movimento corporal estático, ou em deslocamento, para chegar à compreensão, fruição, conscientização e expressão musicais. A música não é um objeto externo, mas pertence, ao mesmo tempo, ao (sic) fora e ao (sic) dentro do corpo.” (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Segundo Dalcroze explorar as diversas possibilidades de movimento corporal levam a criança a vivenciar, praticar e compreender os conteúdos musicais, visto que a atividade acontece simultaneamente dentro e fora do nosso corpo.
Quando são propostas atividades de música explorando o corpo os resultados são extremamente positivos e satisfatórios. As crianças que participam desse tipo de atividade sempre demonstram bastante euforia e acabam se envolvendo completamente.
Fonterrada ressalta mais uma contribuição de Dalcroze:
       “O corpo expressa a música, mas também transforma-se em ouvido, transmutando-se na própria música. No momento em que isso ocorre, música e movimento deixam de ser entidades diversas e separadas, passando a constituir, em sua integração com o homem, uma unidade”. (FONTERRADA, 2005, p. 120).

Outra interessante proposta de trabalho na educação musical proposta pelos RCNEI é a apreciação musical. O documento nos mostra em Brasil (1998), que o trabalho com apreciação musical pode possibilitar a ampliação e o enriquecimento de conhecimentos relacionados à produção regional, além de ampliar significativamente o repertório das crianças.
No livro Música na Educação Infantil, de Teca Alencar de Brito, a autora busca auxiliar educadores, com formação em música ou não, partindo de uma revisão de conceitos relativos a música e a didática, bem como um capítulo sobre o “fazer música” e uma comparação entre conteúdo, metodologia e estratégias nas concepções tradicionalista e construtivista.
            A autora faz uma análise sobre a musicalização da criança desde a fase intra uterina, a partir dos estudos do francês Delalande, onde é evidenciado a necessidade do contato do bebê com a música, não para um futuro músico, mas para a formação de todo o ser. (A voz materna é além de material sonoro a referência afetiva do bebê).
            No capítulo especial sobre a educação infantil (49 a 54), a autora diz que apesar da proposição do ensino de música ser a promoção do ser humano, encontramos muitos profissionais que trabalham as músicas prontas e se esquecem das possibilidades da criação; do cantar, mesmo que desafinado e do tocar instrumentos, mesmo que não haja um senso rítmico.









RELATO DE EXPERIÊNCIA

Em maio de 2008, apresentei um projeto para desenvolvimento e formação de um Coral Infantil, com alunos matriculados na Rede Municipal de Assis-SP, para o então Secretário de Educação, Professor Rubens Cruz, que aceitou imediatamente uma vez que, coincidentemente, era desejo do Secretário e de sua equipe a realização de projeto semelhante.
O fator diferenciado, além da oportunidade de proporcionar a uma parcela carente da população um projeto de Arte, era o de que as crianças não iriam se deslocar para frequentar o projeto, porque este “seria levado” até elas.
Cerca de 250 crianças residentes em 13 bairros afastados da região central da cidade foram atendidas no início do projeto. Os alunos frequentavam as oficinas de canto e coral em unidades escolares bem próximas à sua residência, no horário inverso ao de aula e, na medida em que alcançavam determinados objetivos, previamente estabelecidos, passavam a frequentar os ensaios gerais que aconteciam quinzenalmente e, nesta etapa do projeto (a formação do Coral), a Secretaria de Educação disponibilizava transporte para esses ensaios gerais.
Os alunos que frequentavam as oficinas e que, posteriormente, passaram a integrar a corporação musical formada eram crianças carentes e de condição social bastante complicada. Baixa auto estima, sem imaginação ou criatividade, mal vestidos, entre outros aspectos e características que, obviamente, eram fatores determinantes no processo de formação, principalmente de caráter e conduta, dessas crianças. A disciplina nos primeiros momentos era insuportável, quase insustentável e a primeira ação foi convencê-los de que era preciso ter outro tipo de comportamento para se tornar um músico, um corista.
Em menos de três meses alcançamos resultados surpreendentes. Formamos um Coral com 90 crianças com idade entre 6 e 12 anos, consistente, de qualidade e que apresentava algumas características que evidenciavam a concretização dos objetivos pré estabelecidos:
- 90 crianças, com o histórico social citado acima, que do momento em que entravam no ônibus para ensaiar ou se apresentar até o momento em que eram deixados de volta próximo à sua residência, apresentavam comportamento impecável, sem que para isso tivessem que ser tratados com falta de respeito ou de educação;
- Uma corporação musical de qualidade, cujos cantores cantavam com propriedade, sabendo o que estavam realizando, com segurança e principalmente: COM ALEGRIA.
            O projeto foi concebido, redigido, gerenciado, fundamentado e conduzido com base em material (pesquisas, material didático, outros profissionais envolvidos, etc) de qualidade, com inúmeros objetivos, mas, principalmente, tudo com um foco, único e exclusivo, as crianças. E dos objetivos alcançados, o maior sem dúvidas, foi a situação narrada a seguir.
            A população assisense pode assistir a um belo espetáculo, protagonizado por um coral com 90 crianças da periferia pobre da cidade, que foram aplaudidas de pé no principal espaço cultural local (Teatro Municipal), orgulhosos de si, realizados e com um sorriso no rosto que a vida jamais vai apagar das suas lembranças.
            A oportunidade de proporcionar um projeto de música de qualidade para esse público alvo, em especial, não tem preço e proporcionar o desenvolvimento da criatividade, da imaginação e da capacidade de sonhar traz a certeza de que fiz uma fração do que é, a meu ver, uma obrigação na qualidade de educador.
           
CONSIDERAÇÕES FINAIS
            De acordo com Lima (Brasilia, 2007),
      “As artes fizeram parte dos currículos, em várias civilizações em momentos históricos distintos. Na verdade, a música sempre foi um componente curricular importante, acompanhada pela literatura. As artes visuais, a geometria, o desenho foram componentes curriculares que atravessaram os milênios.
      Na antiga Grécia, por exemplo, a música era um componente curricular tão importante como a leitura e a literatura. (Lima, Brasilia, p. 21, 2007)
                A música faz parte da história da humanidade, está dentro de nós e, como pudemos observar na pesquisa bibliográfica, exerce importante papel transformador na vida do ser humano. É meio de comunicação e expressão, muito mais que uma linguagem.
            Também vimos que a educação em música proporciona inúmeros benefícios, sociais, de inclusão, de desenvolvimento humano além de promover o desenvolvimento de: concentração, raciocínio, coordenação motora, reflexo e ainda o despertar da sensibilidade.
Concluindo, este trabalho de pesquisa não estaria completo sem a seguinte observação:
A música está em todos os lugares: na indústria do entretenimento e nas igrejas, é usada para transmitir mensagens, positivas ou negativas, para protestar, contestar, fazer apologias e principalmente: A Música faz o que nenhuma religião consegue fazer: unir as pessoas. Em um show de música encontram-se católicos, espíritas, budistas, protestantes, islamitas, todos com um mesmo objetivo: ser feliz e estar bem pelo menos durante aquele momento.
            Enfim, a música nos faz feliz, nos faz acreditar que “a luz que deu luz ao universo conspira a nosso favor” (Recomeçar, Flávio Venturini).
            “E lá se vai mais um dia...”

REFERÊNCIAS


BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental,
(1998). Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, v. 3.

B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 130p.

BRITO, Teca Alencar. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Petrópolis, 2003. Entrevista com Teca Alencar de Brito- Edição 230 da Revista Nova Escola, Março/2010.


FONTERRADA, Marisa, Trench, Oliveira, (2005). De tramas e fios – Um ensaio sobre
música e educação. São Paulo: Editora UNESP.

HENTSCHKE, Liane; DEL BEN, Luciana, (2003). Aula de música: do planejamento e
avaliação à prática educativa. In: ____. HENTSCHKE, L. DEL BEN, L. (Orgs.). Ensino de
música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Ed. Moderna. Cap. 11.

HENTSCHKE, Liane. [et al.], (2005). A orquestra tin tim por tin tim. São Paulo: Moderna.

LIMA, Elvira Souza; Indagações sobre currículo : currículo e desenvolvimento humano / Elvira Souza Lima] ; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de

Educação Básica, 2007. 56 p.

Nenhum comentário:

Postar um comentário