Entre 14 e 16h do 15º dia do mês de setembro de 2011, na sala 05 do Departamento de Música do IA (instituto de Artes) da Unicamp –Universidade Estadual de Campinas- ocorreu o debate sobre “O trabalho com Coral nas Escolas” mediado pela Profª Silvia Beraldo.
Participaram do debate inúmeros profissionais da área de música, artes e outros profissionais com interesse na prática Coral dentro do contexto escolar.
Por se tratar de um grupo bastante heterogêneo com pessoas de vasta ou pouca experiência na área de Canto Coral, vários tópicos, alguns de comum acordo e outros um tanto quanto polêmicos, foram levantados, dentre os quais podemos citar como principais:
- Afinação Vocal Infantil – como trabalhar técnica vocal sem prejudicá-la (principalmente no momento da mudança de voz dos meninos) na fase da puberdade
- Necessidade de Pesquisa de repertório- o grupo ainda ressaltou que a escolha do repertório deve ser equilibrado entre o que as crianças trazem de sua vivência e o que o professor gostaria que o grupo aprendesse, no sentido de acrescentar e também que seja algo novo para eles.
- Planejamento para o desenvolvimento de metas- Projetos contínuos que são constantes e Projetos periódicos de curta duração foram citados pelos participantes do debate e o grupo pontuou a necessidade do Planejamento levando em consideração o tempo hábil disponível e de atuação do profissional em relação aos seus respectivos Projetos de Coral;-( Apresentações musicais são importantes e devem acontecer. Porém, elas devem fazer parte de um planejamento)
- Quantidade de alunos por turma- Aqui não houve um consenso, enquanto alguns educadores preferem turmas numerosas para o trabalho com Canto Coral, outros apontam dificuldade com turmas numerosas;
- A utilização ou não de playbacks ou gravações- Este também um tema polêmico. Há os profissionais que defendam o uso das tecnologias tais como gravações, uso de playbacks e afins e como argumentos ressaltam a falta de estrutura, a ausência de auxiliar artístico pedagógico e a dificuldade em aterem-se à regência e condução do Coro; Na corrente daqueles que defendem a não utilização desses recursos os profissionais alegam a mecanização, falta de brilho e vivacidade na música além de limitar questões interpretativas e de dinâmicas, como fermata, rallentando, mudança de andamentos e uma constante limitação musical uma vez que os coristas, além de se preocuparem com a interpretação da canção devem estar atentos à regência e à gravação.
O debate foi finalizado com a proposta de que houvesse uma lista com sugestão de bibliografia que venha ao encontro das dificuldades e dúvidas que surgiram.
Há que se ressaltar a riqueza de tais ações que, além de promover a troca de conhecimentos, promove a integração de profissionais com o mesmo foco de interesse dentro da educação musical.
O grupo parabeniza e agradece a iniciativa do curso de Licenciatura em Música da Unicamp, os professores e funcionários.
“Quanto mais estudamos ou buscamos capacitação, mais descobrimos que nada sabemos. Nunca estaremos prontos, mas enquanto estivermos unidos, buscando cada vez mais formação adequada, trocando e compartilhando as nossas experiências teremos sempre a certeza de estarmos no caminho certo fazendo com que a arte esteja a serviço da vida”. (Prof. Eder Godoi).


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